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sexta-feira, 2 de março de 2012

KTM RC8R 2012

        
       De cara a KTM RC8 R causa certa estranheza. É uma superesportiva de ângulos retos, toda facetada, meio futurista, cujas carenagens foram desenvolvidas em túnel de vento. Outra característica pouco peculiar para as esportivas de alto desempenho é a utilização de motores de dois cilindros em "V". Apesar de não usar o tradicional quatro cilindros em linha, o "V2" da RC8 R dá conta do recado e gera 170 cv de potência máxima. Com preço sugerido de R$ 69.900, suas principais qualidades estão ligadas diretamente a facilidade de pilotagem e a ergonomia. É, com certeza, a superbike mais confortável do mercado.
        A moto não oferece freios ABS, nem controle de tração, muito menos sistema que regula eletronicamente as suspensões. Mas, apesar da simplicidade, o modelo realça uma ciclística bem acertada, oferecendo extremo prazer na condução. Para ajudar neste melhor encaixe do motociclista com esta KTM, a superesportiva traz pedaleiras com o ajuste de altura. Já os pedais de freio e câmbio têm também três posições de acerto. Há ainda opção de regulagem de altura do assento (805 mm ou 825 mm). O guidão conta com ajuste de altura e de inclinação. Além disso traz um bom ângulo de esterço, bastante útil em manobras em baixa velocidade. Todos estes acertos se refletem em uma maior mobilidade do piloto sobre a moto.


         O coração desta "laranja mecânica" é praticamente o mesmo usado nas motos big-trails da marca -- linha 990 Adventure -- só com uma maior potência declarada. O motor bicilíndrico em "V", a 75°, de 1195 cm³ de capacidade, desenvolve 170 cv a 10.250 rpm de potência máxima. O torque máximo é de 12,3 kgf.m a 8000 rpm. O propulsor oferece desempenho bastante vigoroso e transmite boa dose de torque e tração principalmente nas saídas de curva. Em função de sua configuração, o motor da RC8 R gosta de trabalhar "sempre cheio", ou seja, em altos giros.


       Além disso, a moto conta com engrenagens de comando ajustáveis, ampliando a possibilidade de acertos finos. A moto não tem sistema de embreagem antitravamento, mas o modelo compensa a falta do dispositivo com um limitador de torque eletrônico, que faz com que a segunda borboleta do corpo de injeção abra um pouco mais em condições extremas evitando, assim, o travamento da roda.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

KTM na Moto3


          
      O regresso da KTM à nova categoria de Moto3 do MotoGP e o desenvolvimento do motor pelo engenheiro da KTM Wolfgand Felber e sua equipa é resultado de forte parceria com a KALEX Engineering, do Sul da Alemanha, companhia que vai ter a exclusividade de produção de chassis para o motor KTM. O construtor do recém apresentado motor M32 é Kurt Trieb, que, entre outras importantes tarefas, foi o responsável pela construção do bloco V4 de MotoGP da KTM.
           A parceria exclusiva da KTM com a KALEX Engineering representa a combinação de capacidades e paixão para desenvolvimento de dois conceitos diferentes, mas paralelos para a monocilíndrica de 250cc a 4 tempos. A Mattighofen totalmente desenvolvida, da KTM, vai contar com inovador quadro da marca e estará ao serviço da Ajo Motorsport, dirigida pelo experiente finlandês Aki Ajo, enquanto a moto KALEX-KTM vai ser entregue a várias equipas clientes.
A moto austríaca não é uma estranha ao paddock de MotoGP. A KTM competiu nas 125cc e 250cc até estas categorias serem trocadas pela Moto2 e, a partir de 2012, pela Moto3. Na verdade, a KTM continuou presente no paddock através da muito bem sucedida Red Bull Rookies MotoGP Cup. A KTM fornece os jovens aspirantes a estrelas com as 125 RR.
         A KTM já provou a sua experiência em categorias mais baixas do MotoGP. A companhia conta com um título de Construtores nas 125cc e desempenhou também importante papel nas carreiras de pilotos como Casey Stoner, Mika Kallio, Hiroshi Aoama e Marc Marquez. todos eles antigos pilotos de fábrica da marca. Ao regressar à competição com a Moto3 a KTM demonstra também a sua paixão por continuar a apoiar jovens talentos, elemento chave da filosofia da marca.
Director Executivo da KTM, Stefan Pierer:
 “Estamos muito contentes por voltar ao paddock de MotoGP com um produto que reflecte todo o desenvolvimento tecnológico e experiência que deu à marca 203 títulos mundiais. Mas também temos uma grande paixão pelo apoio a jovens talentos – não apenas porque está no ADN da KTM, mas também porque representam o futuro do pináculo da competição.”